Falar sobre a diversidade no mercado de trabalho é algo essencial nos dias de hoje. O motivo? Ainda há uma grande parcela da população que não consegue entrar no mercado de trabalho (ou evoluir dentro dele) por causa de preconceitos. Seja pela cor da sua pele, pela sua orientação sexual, pelo seu gênero, faculdade que fez… Enfim. Os vieses inconscientes ainda estão muito presentes na mente de empreendedores e recrutadores que ainda não perceberam que a diversidade nas empresas só faz bem!

 

#9 Diversidade em Startups e Tecnologia

Host: Lidiane Oliveira, Copywriter da Vindi

Márcio Orlandi, CEO do Banco Pride, o primeiro banco digital do mundo LGBTI+

Camila Martins, Coordenadora de Projetos do Banco Pride e militante da causa LGBTI+

Glauco Margarido, Engenheiro de Software da Vindi 

Fernanda Ramos, Head de Cultura e Pessoas da Vindi

Diversidade de que?

É muito comum, mesmo nos dias de hoje, que as pessoas não sejam contratadas pelas suas habilidades. Mas, sim, por um padrão. “Qual faculdade você fez?”, “Tem intercâmbio na Europa?”, “Em qual bairro você mora?”. Afinal de contas, o que realmente importa? A competência no trabalho ou os vieses inconscientes que cultivamos? 

Bem, a resposta é clara. Mas, não são todos os recrutadores que conseguem enxergar isso. Em um mercado de trabalho ainda precário para conseguir igualar direitos, é preciso, cada vez mais, colocar a boca no trombone. Precisamos falar sobre a desigualdade e lutar para que as condições de contratação sejam iguais para todos. Seja qual for sua identidade de gênero, sua raça ou sua orientação sexual.

Ou, você acha que uma empresa sem diversidade é capaz de criar, pensar e realizar coisas diferentes? Como é possível sair da caixa se tudo o que você conhece é o seu interior? Neste cast, você vai ter a oportunidade de escutar mais sobre diversidade diretamente da fonte. Aqui, é o nosso lugar de fala!

Pride Bank muito além de um banco

O Pride Bank surgiu em 2019, com uma ideia um pouco diferente dos demais bancos: uma proposta social. Apoiando causas sociais através do Instituto Pride, o banco digital impacta de forma positiva não só os brasileiros com acesso ao crédito, mas também a vida de muitas pessoas da comunidade LGBTI+. Isso tudo, com parte dos lucros recebidos pelo banco. 

 

Outro diferencial do banco está, justamente, em seu cartão. Você pode optar por recebê-lo com o seu nome social, por exemplo. O que torna o ato de comprar algo muito mais includente. 

A Maria Fuentes e Alexandre Simões, fundaram o Pride Bank para que a comunidade LGBTI+ se sinta incluída e respeitada. É um banco que entende os desafios enfrentados no dia a dia e dá o suporte para que eles sejam superados. 

 

Márcio de Camila – uma dupla militante

O Márcio, CEO do Pride, também é militante da causa LGBTI+ e participa do coletivo Caneca na Mesa. Além disso, ele também já escreveu sua história em grandes empresas como a Natura e Riot Games.

A Camila também está na luta há um tempo. Já trabalhou com diversidade em várias empresas, como Burger King, por exemplo. Para ela, é imprescindível não só ser ativa nos movimentos, mas também compartilhar sua história para encorajar outras pessoas.

Você vai poder ouvir o nosso bate-papo com o Márcio, a Camila, a Fernanda e o Glauco logo abaixo. Confira! 

 

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O principal objetivo desse cast é ilustrar o porquê das comunidades techs serem importantes para o desenvolvimento do país e do ecossistema de tecnologia.

O Dentro do Ringue é um podcast da Vindi (vindi.com.br) sobre cultura, startups e tecnologia.

#8 Comunidades tech – Inclusão a favor do conhecimento

Host: Rodrigo Dantas, CEO da Vindi

Fábio Akita – Criador da RubyConf, uma das maiores conferências de tecnologia da América Latina. Ele é Co-Fundador da Codeminer, empresa de desenvolvimento de software. 

Vitor Kusiaki – Vitor é engenheiro de software da Vindi. Formado pela Universidade Federal de São Carlos, ele trabalhou na Trackmob e na Codeminer. 

Thais Kusuki – Thais é engenheira de software da Vindi. Formada pela Universidade Mackenzie, ela trabalhou na Campus Code e na BSP.

 

Mas, quem é o AKita?

Lançou em 2006, um blog que ficou bem famoso, o Akita on Rails, que discute tecnologia, produto e linguagem de programação. Em 2011, criou a CodeMiner, uma consultoria de desenvolvimento de software especialista em Ruby on Rails. Fundou um dos eventos de maior referência no mercado, o RubyConf e, posteriormente, o TheConf. Ele trabalha como programador desde o começo dos anos 90 e passou por todas as principais tecnologias do mercado nesse período. 

Democratização do conhecimento

Desenvolvimento e criação de software é algo muito democrático nos dias de hoje. Mesmo que muito complicado em alguns casos, a barreira de se tornar um engenheiro de software, transcendeu os muros das universidades. 

Hoje, os programadores aprendem a “codar” com diferentes caminhos: desmontando videogames (como era no passado), criando sites, sistemas, automatizando tarefas, lendo livros, fazendo cursos on-line e…participando de comunidades techs – espalhadas pelo país. 

O Stack Overflow existe exatamente por essa necessidade em compartilhar conhecimento através de comunidades. Criado por Joel Spolsky e Jeff Atwood (ambos desenvolvedores) em 2008, eles perceberam que naquela época era muito complicado encontrar um site de perguntas e respostas que fosse gratuito e de qualidade para buscar informações específicas dentro da área de desenvolvimento de software: 

“Se você tiver com muita sorte, na quarta ou quinta página de resultados de uma busca, você encontrará uma discussão de sete páginas com centenas de respostas, das quais 25% são spam”, disse Joel em um de seus posts famosos na plataforma.

 

Vai bem mais além do que só para programadores

Com o advento de novas linguagens, tecnologias novas e comunidades se espalhando pelo mundo, o Stack Overflow cumpre com um papel fundamental para qualquer pessoa que está iniciando a carreira em tecnologia: ela democratiza a informação. 

Na época de fundação do Stack Overflow, já existiam diversos fóruns famosos. Um exemplo disso era o Yahoo Respostas, que para a galera de tecnologia, não cumpria com a promessa de subir um pouco o nível das respostas de iniciantes e pessoas com dúvidas específicas de certas linguagens. Na maioria das comunidades techs, as perguntas não tinham uma validação técnica. Foi exatamente aí que a empresa surgiu e resolveu um grande problema: perguntas e respostas validadas pela própria comunidade.

O grande sucesso da plataforma é que além do fórum, eles conseguiram criar uma grande comunidade dentro dela para votar nas melhores perguntas e respostas, criando um ambiente gamificado de conteúdo relevante dentro da própria rede.

Com mais de 27 milhões de perguntas e mais de 27 milhões de respostas, o site é um dos mais acessados do mundo. Esse sucesso tem a ver com a comunidade de engenheiros que se formou em volta. Perguntas de tempos atrás podem ser atualizadas por novas linguagens, problemas novos e atuais, o que faz do Stack Overflow ser uma grande biblioteca de tecnologia: aberta, mutável, colaborativa e poderosa.

Uma comunidade para todos os públicos

Apesar de no início o Stack overflow ter sido criado, exclusivamente, pensando na comunidade de desenvolvimento. Com o tempo, o crescimento fez com que eles criassem centenas de outros assuntos dentro do site. Nessa pegada de abrir a plataforma para outros temas, foi criada a Stack Exchange, com o objetivo de aproximar, não só programadores, mas sim outros grupos com a finalidade de fazer uma comunidade ou também ter suas perguntas respondidas. 

O Stack, hoje, tem números agressivos (milhões de usuários) que provam que a empresa vai além de ser um site de perguntas e respostas. Muitos profissionais usam a comunidade diariamente como um grande espaço para evoluir profissionalmente. O Brasil está entre os 10 países de maior audiência, o que demonstra nosso interesse por resolver problemas em tecnologia.

Para mim, o Stack Overflow é um dos principais exemplos de como deve funcionar uma comunidade: colaborativa, inclusiva e que realmente resolve um grande problema.

 

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