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O Dentro do Ringue é um podcast da Vindi (vindi.com.br). Sobre cultura, startups e tecnologia.

Neste episódio, vamos falar sobre como a Recorrência pode remodelar um negócio que começou nas ruas, em cima do “carro do ovo”, para um projeto que já está em mais de 15 cidades pelo Brasil.

 

Ouça nas plataformas:

 

Recorrência #5 – Quem veio primeiro? O ovo ou a recorrência?

Léo Araújo – CEO do Site do Ovo, o primeiro clube de assinatura de ovos do mundo. 

 

Já citada bastante em alguns artigos da Vindi, basicamente, a Economia da Recorrência é a transformação das relações comerciais entre consumidores, empresas e segmentos baseada, exclusivamente, em acesso e não propriedade. Tem de tudo na Recorrência: software, música, filmes, séries, academias, clubes, cursos… Tudo virou assinatura com pagamento recorrente.

 

Essa é uma das formas mais sustentáveis de escalar um negócio de cobrança mensal. Um grande exemplo? A Netflix! Um dos maiores cases mundiais de pagamento recorrente de todos os tempos. Antes do pagamento recorrente, a Netflix não conseguia escalar o negócio e até foi cogitado a ser vendida – na época, para a Blockbuster. A empresa que com o tempo enxergou o serviço de assinatura de filmes, possui hoje cerca de 40 milhões de assinantes no mundo. Foi aí que a revolução da Recorrência deu seu pontapé inicial.

 

Mas, o que é pagamento recorrente?

O pagamento recorrente pode ser entendido como a repetição periódica das cobranças – que podem ser mensais, semestrais, anuais… Independentemente dos casos, existe um período de fidelidade mínima para a assinatura.

Dúvida sobre qual modelo utilizar? Bem, tudo vai depender do seu modelo de negócio, da complexidade do seu produto ou serviço e da aderência do seu público-alvo às às modalidades de pagamento.

 

Exemplos de serviços que podem trabalhar com pagamento recorrente.

  • Mensalidades – Clubes, Escolas, Academias, Cursos (online e presenciais), Estacionamentos, Condomínios e etc.
  • Planos – Hospedagem, Servidores, Consultoria, Seguros, Planos de Saúde e etc.
  • Assinaturas – Revistas (editoras), Jornais, Assinatura de produtos (sites de assinaturas).
  • Contratos (Serviços) – Cobrança de Contratos de prestação de serviços, recebimentos programados.

Caso queira conhecer mais sobre o modelo, clique aqui e continue lendo este post.

 

Mas e o ovo?

Mas, por que esta história toda? Pois é, o Site do Ovo faz parte do “Subscription Máfia”: empresas que trabalham com modelo de assinatura. O e-commerce entrega, de forma recorrente, ovos vermelhos, caipira e brancos. Além disso, ele também possui planos para o segmento fitness. Tem para todos gostos.

Site do ovo

É uma empresa recorrente que trabalha com um dos produtos mais recorrentes de todos. Afinal, ovo é um dos alimentos  mais consumidos no país. Portanto, recebe o nosso selo de alto consumo recorrente!

 

LINKS IMPORTANTES:

O papo de hoje é para falarmos sobre planejamento de marketing para seu negócio. Você vai esperar o ano novo chegar para pensar diferente? Acho que não, né? Então, escuta aí! 

Episódio #6 Planejamento de marketing 2020: O que fazer e não fazer

Host: Diogo Souza, Specialist conversion rate optimization (CRO) na Vindi

Efrain Corleto – Head de Growth, Especialista em crescimento. Pai do Pablo 😀

Elson Ferreira – Coordenador de Growth, especialista em psicologia voltada para marketing. 

 

Não precisa esperar 2020 chegar para planejar seu negócio

O final do ano é um momento perfeito para estruturar uma estratégia para sua área de marketing em 2020. Afinal, este é o melhor momento para entender o que deram certo em 2019, logo aquelas que também precisam de atenção. Mas um grande problema é, como planejar o marketing 2020 em seu negócio? Quais estratégias seguir?

O Marketing de conteúdo pode ser uma peça fundamental para repensar dentro das suas estratégias, afinal, pode trazer grandes resultados para seu negócio. Ele garanta um retorno alto a longo prazo. Sobretudo, é muito importante entender que a constância nessa produção de conteúdo faz toda a diferença. O marketing de conteúdo é uma das principais estratégias dentro do conceito geral do inbound marketing (Aliás, teremos um próximo cast sobre este assunto).

Estratégia é tudo



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Com um conteúdo 100% estratégico, é possível atrair e qualificar mais leads, conduzindo-os dentro do seu funil de vendas. Ou seja, com um conteúdo bem posicionado, a empresa começa atrair mais visitantes. Assim, é possível transformá-los em leads e intensificar a distribuição destes materiais conforme a jornada e aprofundamento do lead. Ao final, as chances dele se tornar uma venda para a sua empresa é muito grande. 

Mas, vale ressaltar que você não irá ter resultados da noite para o dia. É importante ter um calendário de conteúdo para postagem e usar como base o melhor período de vendas do seu negócio, como também feriados e datas importantes no ano, como a Black Friday, por exemplo.

Diante disso, você precisa pensar em um tom e voz para sua marca. Sempre pensando em um estilo de conteúdo, formato e que tipo mídia você irá trabalhar esse conteúdo.

O Google está mudando 

Ele não se importa mais se você escreve pensando em quantidade de palavra chave. Afinal, a intenção do conteúdo é o que vai contar!

Você vai ver alguns tipos de conteúdo que você pode trabalhar nos seus canais. Existe uma infinidade de tipos e formatos de conteúdo que podem ser utilizados no marketing de conteúdo em um plano de marketing. Confira: 

Os mais utilizados são:

  • Blog posts;
  • Co-marketing;
  • Guest posts;
  • Webinars;
  • Vídeos;
  • E-books;
  • Podcast. 😀

Um tiro certo para ter o dobro de clientes

Comentamos neste episódio sobre o framework “Bullseye” ou “No olho do touro”, para o nosso bom e velho português. Essa metodologia é uma boa forma de  “acertar na mosca” pois é um canal para ganhar mais tração.

 

A ideia do framework é a seguinte: ele sugere 19 canais possíveis para uma aquisição, onde três deles devem ser sugeridos para testes para validar se realmente é algo que traz um retorno para seu negócio. 

O processo é bem simples e podemos dividir ele em quatro partes:

  • Analise todos os canais junto com seu time de MKT;
  • Faça um brainstorming e responda às seguintes questões:
    • Quais os canais que mais trazem retorno para o seu mercado?
    • Qual tem mais chance de sucesso?
    • Como seu time pode utilizá-los?
  • Faça uma votação e defina, entre todos, os seis canais com maior potencial;
  • Comece a testar os três novos canais. Caso não haja um resultado expressivo, substitua pelo próximo.

 

A ideia básica da metodologia é entender como seu negócio pode escalar em cima dos melhores canais que você utiliza. E, além do mais, também faz você entender qual o objetivo de cada um deles. Afinal, não podemos trabalhar o mesmo conteúdo para todos, não é mesmo? Caso queira conhecer mais sobre como funciona este Framework e quais são os 19 canais possíveis, preparei um conteúdo bem legal. Basta clicar aqui para conhecer.

Fazer marketing sem investir em marketing?

Embora pareça ser algo simples, muitas vezes definir um orçamento para planejar o marketing é um grande desafio. Para empresas que, apesar de almejarem o crescimento, ainda não conseguem lidar com o investimento adequado para a área.

A realidade é que muitos diretores ainda não enxergam a importância da área e encaram o marketing como uma despesa. Entretanto, o Marketing Digital já provou ser uma área estratégica dentro da empresa, tornando-se uma oportunidade de crescimento e geração de leads, quando alinhado com a equipe comercial – claro. 

 

Marketing&Vendas

Antes de tudo, o primeiro passo é fazer uma análise minuciosa do histórico de vendas que a empresa teve no período anterior. Recomenda-se que os registros sejam de até um ano antes da data em que se iniciará a estratégia. 

Com nesses dados, é possível que seja desenhada uma expectativa, ou seja, um valor para ser considerado uma meta para o período seguinte. Ter metas bem definidas vai ajudar exclusivamente a empresa saber o quanto de dinheiro tem que ser investido para que as metas sejam alcançadas. 

Entender quais os custos, margem de segurança e como calcular o retorno do investimento (ROI) é algo complexo, porém, necessário para empresa. A ideia de criar um planejamento é você ter total flexibilidade para trabalhar sem ter que se preocupar com “Plano B” todo dia.Essas estratégias influenciam de maneira positiva o aumento do ROI, reduzem os abandonos de carrinho e, logo, aumentam suas vendas e o reconhecimento da marca.

Preparamos um KIT completo com tudo que você precisa para planejar seu marketing 2020. Baixe agora e não perca esta oportunidade única. Ou você vai esperar o ano que vem acabar para pensar no crescimento do seu negócio?

História do Cast 

O PLANO SECRETO DA DELL

O ano era 1984, a manhã quente de verão da universidade do Texas, em Austin (EUA), foi perturbada por uma montanha de sucata em direção a um dos dormitórios.

O responsável por isso? Michael Dell, um jovem estudante que acabava de comprar todo estoque de peças encalhadas de uma loja de informática. Tudo financiado pelos seus avós com um singelo empréstimo de mil dólares.

Foi ali que o jovem estudante criou a Dell Computers. Sua estratégia era muito simples: personalizar máquinas e vender diretamente para os consumidores sem a necessidade de lojas como intermediadoras. Para a sua surpresa, em quatro anos ele já faturava US$ 80 milhões/mês.,

Hoje, este titã da computação vale mais de $61 bilhões de dólares. Porém, infelizmente o modelo que alavancou a companhia para o sucesso não foi suficiente para manter a concorrência à distância. A falta de foco na venda dos desktops e datacenters fez com que Michael Dell tivesse sérios problemas. E, em 2006, a empresa foi ultrapassada pela HP na liderança mundial de desktops. A Dell acabou se desdobrando e até levou seus produtos para o varejo, porém, o esforço não foi suficiente para um virada triunfal da companhia.

Pressionado, Michael Dell revolucionou seu modelo inicial de negócio. Dois anos depois, ele teve o resultado.

Uma Dell que não era tão conhecida começou chegar discretamente em hospitais, escolas e até às Forças Armadas. Na época, Raymundo Peixoto, diretor-geral da Dell no Brasil, comentou sobre a estratégia: “Computadores, há vários no mercado. Queremos ir adiante na relação transacional com o cliente e atender todas as suas necessidades.”

A ideia da companhia sempre foi se desvincular da imagem de uma empresa de hardware para ser vista como uma facilitadora na tecnologia. O plano da empresa foi fazer os novos produtos chegarem em diversos locais, que antes jamais seriam mencionados.

Um planejamento para uma boa estratégia de baixo custo, fez com que a Dell incentivasse clientes a usarem cartão de crédito em uma época que o pagamento eletrônico ainda estava no início.

Um grande case de sucesso…

 

O objetivo é claro

A gigante Dell tem um plano claro no seu crescimento, mas não devemos nos iludir. Ela quer vender mais e mais computadores – mas, computadores com um maior valor agregado, seja quem for o cliente. 

Seguindo essa estratégia, A Dell invadiu órgãos públicos, unidades da polícia e até escolas. E até criando projetos educacionais para manter as aulas mais interativas para os alunos.

O kit educacional contém uma lousa eletrônica, que transfere dados direto do computador, além de um projetor e netbooks individuais, para pacotes mais caros. Mas não para por aí, a Dell também oferece treinamento para ensinar aos professores a usar a solução.

A entrada neste mercado torna a empresa responsável por 43% do market share e um faturamento de mais de  $ 534 milhões de dólares.

Mas, como uma empresa com quase 79 mil funcionários, presente em 44 países, pode se transformar em tão pouco tempo? Um bom planejamento elevou o DNA das equipes em entender sobre como um computador pode ir além de só uma máquina para um objetivo. Afinal, cada pessoa tem uma necessidade específica! 

Outro ponto importante são as divisões geográficas. A empresa não vai deixar que os limites geográficos impeçam as necessidades específicas de cada usuário. Agora, é esperar o novo balanço da empresa para saber se Michael Dell, que já foi apontado como um dos maiores gênios do capitalismo, está no caminho certo.

LINKS IMPORTANTES:

 

Neste episódio, vamos falar como foi a participação dos colaboradores da Vindi para contratar o próprio chefe, Head de Marketing. Como é essencial a presença do time neste momento para aculturar o novo gestor da área.

Episódio #5 Como contratar seu próprio Chefe

Host: Lidiane Oliveira, Redatora da Vindi

Participantes deste cast: Fernanda ramos, Mariana cremonesi e o Head de Marketing, Efrain Corleto.

 

Historia

Garagens, transistors, meditação, microprocessadores, LSD e inconformismo. Esse, era o ambiente em Palo Alto, Califórnia no início dos anos 70.

Esse ambiente produziria uma das maiores revoluções pela qual a humanidade já passou. E essa revolução começou com dois jovens montando kits com teclados, monitores e microprocessadores. 

Em Junho de 1975, enquanto Love Will Keep Us Together tocava nas rádios, Steve Wozniak mudava o mundo com sua criação, um teclado acoplado a um monitor que exibia os caracteres digitados, parece simples, mas essa foi a base da construção de todo o século XXI. 

Mas essa história não é sobre o “Woz”, Essa é a história do seu amigo, outro Steve. O Jobs.

Steve Jobs, que havia abandonado a universidade para se dedicar a coisas como meditação, caligrafia e dietas experimentais, foi capaz de ver na criação do seu amigo o futuro. Aquele equipamento estaria em casas comuns por todo o planeta em poucos anos.

Os primeiros 25 Apple I foram vendidos a uma loja de informática local e, alguns anos depois, o Apple II transformou a Apple.inc em uma empresa milionária.

Mesmo com o sucesso do Apple II, a trajetória da empresa teria alguns poréns.

O Apple III e o Lisa foram fracassos de vendas e performance. E a Apple só voltaria aos holofotes em meados dos anos 80. 

Com um monumental comercial exibido durante o Super Bowl a Apple apresentava  ao mundo o Macintosh, o computador que mostraria porque 1984 não seria igual a 1984, numa referência ao clássico de George Orwell.

O Macintosh foi um sucesso, a apresentação, sua interface e inovações encantaram o público. Esse sucesso acabou trazendo à tona alguns problemas de Jobs. Sua personalidade difícil e suas excentricidades, criavam cada vez mais atritos com suas equipes e com o conselho da Apple. 

Nesse momento entra na história John Sculley III.

Contratação de um novo Ceo e demissão do Fundador. 

Frase: Você quer passar o resto da sua vida vendendo água com açúcar ou você quer uma chance de mudar o mundo?

 

Essa foi a frase com a qual Steve Jobs seduziu John Sculley, e tirou ele de uma carreira de sucesso na Pepsi, onde ele passou ser responsável pelo time de vendas na Apple.

Para algumas pessoas, Sculley sucumbiu à filosofia corporativa da Apple em prol do lucro da empresa. O fato é que, durante os 10 anos que comandou a empresa, a receita da gigante de Cupertino saltou de US$569 milhões para US$8,3 bilhões.

Mesmo tendo sido contratado por Jobs, os atritos entre os dois se tornaram constantes, as visões não batiam. Steve continuava com sua excentricidades e o conselho da Apple e Scully lutavam para manter funcionários e organizar a empresa.

Em 1985, após uma série de embates, o conselho de diretores da Apple, junto com Scully, removeu Jobs da maioria de suas atividades. Ele não aceitou aquilo e, a partir daquele momento Steve Jobs, fundador, estava fora da empresa que tinha criado com seu amigo 20 anos antes.

Problemas com a Apple

Apesar de hoje a Apple ser uma das únicas empresas no mundo que valem mais de 1 trilhão de dólares. Em 1996 a empresa estava à beira da falência.
Muitos dos diretores não tinham perspectiva alguma de escapar do abismo que estava no horizonte da companhia.

Existia uma linha confusa de produtos em lançamento, a qualidade estava em declínio e a marca já não tinha a mesma percepção de qualidade, então a empresa fechava todos os trimestres fiscais no vermelho. Enquanto isso, no mesmo ano a Microsoft estava liderando o mercado com o sucesso do Windows 95.

Criação da Next e compra da NexT pela Apple com o retorno de Steve Jobs.

Fora da Apple, Jobs fundou a Next, empresa de computadores para bater de frente com a sua antiga empresa.

Era uma verdadeira inovação para a época, o sistema operacional NeXTSTEP apresentava diversos diferenciais que influenciaram os computadores como conhecemos hoje.

Steve jobs usando seu computador, o Next

Outro fato muito importante, é que ele também fundou a Pixar, que em parceria com a Disney, produziu animações de sucesso como Toy Story, WALL-E e Os Incríveis, rendendo à companhia grande destaque na área.

No final de 1996, a Apple decidiu comprar a Next Computers e trouxe de volta Steve Jobs para os poderes da Apple como CEO interino. Chegou decidido mudar o que fosse preciso para corrigir os erros que afetava a grande maçã. Tanto que acabou com diversos produtos da empresa.

Em 1997, a Apple ainda estava em crise, porém, a Microsoft deixou de lado a rivalidade entre os negócios e aceitou investir R$ 150 milhões de dólares em ações, ajudando a companhia de Cupertino a se firmar em uma época em que a Maçã estava desmoralizada no mercado. No mesmo ano a TIME estampou Steve Jobs ao telefone com Bill Gates, agradecendo à Microsoft por ter salvo a Apple.

 

Steve jobs ligando para billgates

 

O retorno de jobs renovou a imagem da Apple, ajudando a trazer a volta da aura de inovação que a companhia teve em seus primeiros anos.Como consequência, houve uma valorização nas ações. A Apple para de fazer computadores a partir daquele momento. A empresa criou objeto de desejo e estilo de vida!

E então, nasceu um novo conceito de computadores pessoais: as novas máquinas transparentes e coloridas trouxe uma nova impressão para o mercado…de que a concorrência havia parado nos anos 80.Mesmo após sua saída e retorno à Apple, a personalidade de jobs não havia mudado: o novo jobs ainda era o mesmo jobs.Seu gênio difícil era muito criticado, mas sua obsessão pela perfeição e inovação, transformou a Apple na empresa mais valiosa da época.

Steve jobs de fato havia mudado o mundo.

 

LINKS IMPORTANTES:

Nesse episódio, os jovens empreendedores Henrique Calandra e Rodrigo Tognini contam porquê saíram da faculdade, entraram em grandes corporações e em pouco tempo, “pularam do barco” para empreender.

Episódio #4 Jovens empreendedores e o que a universidade não ensina. Da faculdade para Startup

Host: Rodrigo Dantas, CEO da Vindi

Henrique Calandra – fundador do Wall Jobs, trabalhou na Nielsen e Novartis. Fundou uma plataforma de empregos para refugiados, antes de fundar a plataforma referência em gestão e contratação de estagiários.

 

Rodrigo Tognini – fundador do Conta Simples. Antes de fundador a conta digital, foi jogador de basquete nos Estados Unidos, trabalhou na Stone, na Roche e liderou a liga de empreendedores do Insper.

História

Antigamente e até pouco tempo atrás, empreender (ter uma empresa) não era o sonho de muita gente. Tenho certeza que uma galera que foi empreender nos anos 80, anos 90 recebeu uma desaprovação social do tipo: ai coitado, não arrumou emprego, teve que abrir um negócio.

Pouco tempo depois começaram a aparecer os novos milionários (agora vindo da Internet). O próprio filme “A rede social“, que conta a história do Facebook e do prodígio Mark Zuckerberg, sintetiza um pouco a questão de que montar um negócio na internet é sinônimo de sucesso. Os holofotes se voltaram para jovens tentando montar um negócio, especialmente negócios de tecnologia. Hollywood, com o filme de David Fincher, levou para as grandes massas, os bastidores da criação de uma startup de alto impacto. Mas isso já tinha começado desde a bolha da internet, por volta dos anos 2000, onde esse tipo de empreendedor (startupeiro como diz meu chapa de Like a Boss Paulo Silveira) começava a dividir as capas de revistas com tradicionais empresários.

Não que isso seja grande coisa, aparecer na capa de uma revista, mas a mídia começava a dar atenção para as startups saindo das garagens, incubadoras e até de famílias ricas no país. Ter uma empresa era sinônimo de sucesso, então? Parece que para as redes sociais, para os usuários de Instagram, para as revistas e os portais de notícia, sim. 

Mas ter um negócio, tirar ele do zero, abrir um CNPJ, formar um time, lançar um produto no mercado, atrair investidores e clientes é muito mais que mudar o cargo no LinkedIn e se auto intitular CEO.

Aliás, não sabe o que é o CEO? Joga no Google…

Empresários bem sucedidos no Brasil, tinham até pouco tempo, um estereótipo de senhores de cabelos brancos, com milhares de funcionários, banqueiros, apresentadores de tv, industriais, entre outros modelos típicos tradicionais. Era isso que estampava as capas das principais revistas e sites no país. Alguns desses empresários, estampam as capas dessas mesmas revistas, mas agora citando a participação de alguns deles na Lava Jato. Mas isso vem mudando…

Eu particularmente fico bem feliz com a diversidade de um novo tipo de gente estampando as notícias nos dias de hoje. Especialmente aquelas que nascem longes de grandes centros, de famílias abastadas e daquele estereótipo de gente branca, rica e homem.

Esses empresários tradicionais agora, dividem a atenção do mercado com novos empreendedores, especialmente os de tecnologia. Se foi o filme do Facebook, a mídia ou até cases bem sucedidos com os de Buscapé, Nubank, 99 e iFood que capitanearam esse sonho de ter um negócio no Brasil. De criar uma empresa que mude a vida das pessoas e com isso, ficar rico, eu não sei. O que eu tenho certeza é que atualmente boa parte de pessoas na faculdade já se divide entre entrar numa grande empresa e montar um negócio. 

Isso pode explicar também um pouco do momento econômico e político do país, já que o índice de desemprego ainda é alto e o trabalho vem mudando conforme nascem novas economias. Mas existe uma conexão direta das universidades com as startups e os empreendedores? As faculdades pelo Brasil afora vem formando jovens para empreender? Ou eles ainda seguem o caminho de trabalhar no formato CLT para depois se arriscarem, abrindo uma pejotinha?

 O país dos empreendedores.

A pesquisa “O empreendedorismo nas universidades brasileirasfeita há 3 anos pelo Sebrae e pela Endeavor, mostrou dados curiosos sobre as universidades brasileiras e o desejo dos jovens em empreender. A pesquisa, feita com 2.200 jovens e 600 professores universitários em diversos lugares do país,  mostrou dados curiosos: 6 em cada 10 jovens pensam em empreender depois da faculdade. A parte qualitativa da pesquisa mostrou através de um raioX, que existe muito sonho e pouca preocupação. Por exemplo: dos que responderam que sonham em montar um negócio, apenas 22% se dedicam a montar um negócio. 

A pesquisa é muito boa. E mostra de fato a desconexão de jovens com desafios reais de se empreender no Brasil. Certamente eles não têm ideia de quão grande pode ser um estrago, em casos de processos trabalhistas, regulamentação, falta de dinheiro, desalinhamento entre sócios e um mercado altamente competitivo…

 

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Nesse episódio, vamos discutir sobre a data mais importante do ano para as empresas e consumidores: A black Friday.

Episódio #3 Black Friday: As empresas realmente ganham dinheiro com essa data?

Host: Rodrigo Dantas, CEO da Vindi

Pedro Eugeniofundador do Black Friday,considerada a maior data comercial do país e outras datas como o Cyber Monday, Brasil Game Day,Web Fashion Week, Kids Baby Day e o Boxing Day. 

Felipe Held – Head Marketing na Konduto, startup que desenvolveu um método inovador para detectar fraudes em compras pela internet.

Há várias versões para a origem do termo “Black Friday”. Porém, a mais aceita é a que diz que o termo surgiu na década de 60, como uma gíria policial que se referia ao trânsito caótico que ocorria após o feriado de Ação de Graças, devido a grande quantidade de pessoas na rua para as compras de Natal.

Mas qual a origem real da Data?

Para os comerciantes da época, a data servia para limpar os estoques para os produtos natalinos. Também existem muitas outras histórias sobre o termo em si: como com a queda da bolsa de Nova York em 1929.

Depois de algum tempo os lojistas começaram enxergar o dia com um novo significado, o de “Voltar ao Azul”.

E começaram a dar uma interpretação positiva ao termo “black friday”. Era o momento em que os estabelecimentos retornavam ao azul, ou seja, voltavam a ter lucro. 

No Brasil, sua primeira edição foi em 2010. Mas, ela era exclusiva para o e-commerce. Naquele primeiro ano, foram vendidos R$3 milhões, o que é pouco em relação aos R$1,9 bilhões alcançados em 2016, já com a entrada das lojas físicas nessa data. Atualmente, esta data movimenta mais de 2.5 bilhões apenas no Brasil.

Existem muitos negócios que tentam quebrar a tradição da black friday, Criando o mês de black friday, semana e alguns, até mesmo, começando antes mesmo de novembro.

Quem não lembra do mercado Guanabara com sua pré-black friday? Ou até mesmo o saldão da magazine luiza com seus descontos super agressivos. Muitas pessoas ainda dormem na fila para conseguir comprar seus produtos.

Mas, fica uma pergunta que paira em cima de toda essa discussão: as empresas realmente ganham dinheiro nesta data?

Apesar do início controverso, a black Friday tem se consolidado como uma das datas mais importantes do Brasil, impulsionando vendas a ponto de superar dia das mães e natal.

 

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